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Antonio Bandeira (1922 – 1967). Em seus primeiros contatos com o movimento artístico de Paris no período fecundo que se seguiu ao fim da Segunda Guerra Mundial, Antonio Bandeira ainda se mostrava ligado à arte figurativa, como era natural que acontecesse. Mas, logo se sentiu atraído pela abstração, que passara a crescer consideravelmente, empolgando os meios artísticos. De 1945 a 1950, assistiu-se em Paris ao triunfo da arte abstrata caindo aos poucos os baluartes que outrora lhe manifestavam aberta hostilidade. A produção predominante era a da abstração geométrica, que se havia tornado, principalmente através do Salon des Realités Nouvelles, o novo conformismo da época. Muitos pintores figurativos, alguns sem possibilidades de dizer nada de original, aderiram à arte abstrata. Outros se filiaram ao movimento porque sentiam que a abstração se havia tornado a verdadeira linguagem artística da época. Entre estes, estava Antonio Bandeira, que cedo formou entre os pintores que iriam reagir contra a academização da pintura abstrata. Ligou-se por isso mesmo ao grupo de Wols, que levava uma vida boêmia em Paris. Bandeira tornou-se mesmo figura conhecida em Saint-Germain-des-Prés, na época de fastígio dos cafés existencialistas".
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